Morreu Jos?? Saramago, Pr??mio Nobel da literatura portuguesa
Pessimista sem quebra, nas suas interven????es públicas e nos seus escritos autobiogr??ficos, explorou a imagem de escritor ferreamente comunista, que o levou a criticar os grandes males do capitalismo contempor??neo e a defender causas políticas como o castrismo que desde h?? anos entraram em ruptura.
Na sua literatura, contudo, o tom não ?? t??o político nem panflet??rio. Os seus romances, por vezes recorrendo ao hist??rico, são reflex??es sobre o vazio do mundo contempor??neo, um mundo, segundo ele, condenado ao nada e ao desespero, como descreve alegoricamente num dos seus melhores romances, Ensaio sobre a cegueira. D?? também por vezes uma imagem cr??tica de Portugal e não disfar??a nos seus escritos, novelescos e memorial??sticos, a sua rejei????o frontal da Igreja Católica e do que representa. O seu último romance publicado, Caim, ?? efectivamente um relato em forma de farsa contra a ideia de Deus e da sua relação com os homens
Em www.aceprensa.com h?? recens??es da maioria das obras do escritor. Em Alegor??as sobre la nada, artigo publicado em 1998 , na altura em que recebeu o Pr??mio Nobel de Literatura, est?? resumida a sua biografia e percurso literário até ent??o. Posteriormente, fizeram-se resenhas dos seus romances mais importantes (A caverna, Ensaio sobre a lucidez, A viagem do elefante e Caim, entre outros), al??m de alguns dos seus livros memorial??sticos como Las peque??as memorias e O caderno (também em www.aceprensa.pt).

