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Um novo tipo de escola em Israel associar?? a educa????o religiosa ?? educa????o laica

 Educação Diferenciada
O Estado judeu oferece um sistema educativo plural em resposta ?? sua complexa estrutura social e cultural
Um novo tipo de escola em Israel associar?? a educa????o religiosa ?? educa????o laica

A lei para a cria????o de novas escolas foi aprovada no passado dia 15 de Julho pelo Knesset, por iniciativa de deputados pertencentes tanto ?? coliga????o do governo como ?? oposi????o.

 

O deputado trabalhista Michael Melchior, um dos seus autores, considerou-a ??? uma revolução no sistema educativo???, e assegurou que com a nova lei o governo reage ?? progressiva divis??o da sociedade. Segundo o di??rio Haaretz, o novo tipo de escola vai difundir os valores judeus e ao mesmo tempo fomentar a toler??ncia e a compreens??o entre judeus laicos, ultra ortodoxos e sionistas religiosos. Todas as escolas do pa??s ter??o a possibilidade de aderir ao novo sistema, sempre que a maioria dos pais o deseje. Neste caso, o Estado por?? ?? disposição dos centros o professorado necessário.

 

Em Israel existe uma grande variedade de escolas que responde ?? complexa estrutura cultural e social do pa??s. As mais numerosas são as estatais laicas, contrapostas ??s escolas estatais religiosas, nas quais ocupam um papel destacado os estudos sobre o juda??smo, sua cultura e tradi????es. Estas últimas dividem-se, por sua vez, em escolas ultra ortodoxas ( sefardies e askenazis ) e nacional - religiosas, próximas ao sionismo religioso, que justifica na Torah os esfor??os para construir um Estado judeu em Israel.

 

Ao mesmo tempo, o Estado israelita também oferece escolas separadas para ??rabes e drusos, nas quais a aula ?? leccionada em ??rabe e o hebraico ?? ensinado como primeira l??ngua estrangeira. Por último, h?? também uma ampla variedade de centros não estatais geridos por confiss??es religiosas ou organiza????es internacionais. Aqui se encontram desde as escolas da Igreja católica até ??s geridas por organiza????es judaicas da di??spora ou col??gios dependentes de governos estrangeiros, como os liceus franceses.

 

Em Israel, o financiamento das escolas públicas ?? comparticipado pelo Estado central e pelos munic??pios, que se encarregam respectivamente dos sal??rios do pessoal docente e dos gastos de instala????es e material. As escolas públicas não cobram aos pais taxas acad??micas, que são a principal fonte do financiamento das privadas.

 

Noutra lei educativa aprovada dia 14 de Julho pela Kneset estipula-se que o Estado pode continuar a financiar as escolas ultra ortodoxas desde que estas não leccionem disciplinas seculares b??sicas como matem??tica, l??nguas ou ci??ncias sociais. O Estado de Israel levava décadas financiando-as, mas a Corte Suprema, depois de uma proposta apresentada pelo movimento judeu reformista, concluiu que não respeita a Constitui????o dado que esses centros não podem dar o plano de estudos b??sicos. Para evitar o desaparecimento das ditas escolas, o partido ultra ortodoxo Shas, minorit??rio no governo de Ehud Olmert, prop??s uma iniciativa para vincular legalmente o estatuto dos centros.

 

Segundo o Minist??rio da Educa????o, dos 1.064.000 alunos do sistema público em hebraico, 223.000 estudam em escolas ultra ortodoxas. A nova lei define-as como escolas ???culturalmente ??nicas??? e a partir de agora receber??o do Estado 60% dos gastos por aluno, aproximadamente a mesma quantia que o resto dos centros públicos. No ensino b??sico estas escolas costumam ensinar algumas disciplinas que não estão relacionadas com a Torah, mas no ensino secundário a situação ?? diferente, pois as mat??rias seculares não são leccionadas.

 

O Shas conseguiu que a coliga????o de Olmert aprovasse a reforma legal em troca de não vetar a nomea????o de um deputado trabalhista como presidente da importante comissão de Finan??as do Knesset. A nova lei provocou um forte debate no pa??s. A Associa????o Israel de Direitos C??vicos fez refer??ncia a que o sistema educativo ultra ortodoxo vai contra os esfor??os de construir uma identidade nacional israelita, ao mesmo tempo que fecha as portas ao mercado de trabalho. Para remediar este último problema, o Minist??rio do Com??rcio e Ind??stria lan??a cada vez mais cursos de capacita????o para judeus ultra ortodoxos. De qualquer modo, estes continuam a ser uma minoria dentro do mercado laboral qualificado.