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As escolas privadas brit??nicas poder??o sujeitar-se a um acordo para sobreviver ?? crise

 Educação Diferenciada
As escolas privadas brit??nicas poder??o sujeitar-se a um acordo para sobreviver ?? crise

Na Gr??-Bretanha, a rede pública engloba tanto as escolas propriamente estatais como outras, designadas de outro modo - pertencentes, na sua maioria, ?? Igreja Anglicana ou ?? Católica e financiadas pelo Estado (chamadas maintained schools). Estas escolas devem aplicar o plano de estudos nacional e fazer a admissão dos seus alunos regendo-se por normas semelhantes ??s escolas estatais.

 

A disputa pelos alunos

 

Dados da Audit Commission revelaram um aumento brusco no número de pedidos de matr??cula em escolas públicas por parte de pais que antes punham os filhos em col??gios privados. Num ter??o dos distritos de Londres, esse aumento ascende até cerca de 20 %, e as estat??sticas prev??em que continue a aumentar ao longo de 2009, ao ritmo da recess??o.

 

Especialmente comprometida est?? a situação naquelas ??reas onde se concentram muitos centros privados, enredados mais que nunca numa dura competência. Cinco destas escolas, entre elas duas em Bristol, adoptaram j?? o estatuto de públicas.

 

A escola privada concentra na Gr??-Bretanha uns 615.000 alunos, ?? volta de 7 % do total da popula????o em idade escolar. Em 1991, no come??o da recess??o económica, os números do ensino pago estavam no auge do qual rapidamente ca??ram e cuja recupera????o demorou sete anos, elevando-se ent??o até níveis que não alcançados desde a década de 60. Mas este mesmo per??odo, por outro lado, caracterizou-se por uma substancial melhoria nos resultados obtidos pela educa????o pública, que em certos aspectos chegou a rivalizar com a privada.

 

No seu desejo de conservar os alunos, alguns col??gios privados lan??aram promo????es para oferecer aos pais computadores port??teis, uniformes, e propinas mais baixas. V??rias escolas aumentaram os descontos para as famílias numerosas, e subiram o número de admiss??es a partir do qual podem ter direito a ajudas.

 

O que mudar?? e o que não mudar???

 

Segundo o programa proposto pelo governo trabalhista, as escolas privadas inglesas podem aderir ao estatuto de públicas renunciando ?? cobran??a das propinas e aos exames de admissão, adoptando o procedimento de entrada nas escolas públicas e administrando as disciplinas comuns do plano nacional de estudos. Beneficiam, desse modo, do financiamento estatal, e conservando o direito de manter a sua independ??ncia no respeitante ?? contrata????o de empregados e a um programa de estudos que, em qualquer caso, continuar?? a ser mais amplo que o de outras escolas públicas.

 

"Como mensagem tranquilizadora dirigida aos que temem pelas consequências que esta medida possa ter sobre a liberdade educativa, Anthony Seldon, director do Wellington College, declarou que "a possibilidade de escolha se mant??m. Os pais querem conservar as suas liberdades, e as escolas independentes continuam a ser mais livres que as públicas. A meu ver, poderia haver mais escolas a aderir ao novo regime, que pelo menos ?? um modo de manter as nossas tradi????es, o nosso pessoal e os nossos estudantes. Vir??o mais fus??es, absor????es por agrupamentos de escolas e reconvers??es no sector. H?? uma enorme ansiedade, ?? necessária muita prepara????o, mas acabar?? por ser muito pouco traumatizante".

 

Não obstante, algumas vozes cr??ticas levantaram-se contra o que qualificam de "plano de resgate" ?? escola privada semelhante ao do sector financeiro. John Bangs, da Uni??o Nacional de Professores, ?? de opinião que a medida do governo constitui "a ant??tese da inten????o original de um programa elaborado para atender ??s necessidades dos alunos em desvantagem".

 

Perante estes sinais, o ministro da educa????o dirigiu-se ?? redac????o de The Guardian para assinalar que "onde as escolas privadas funcionam bem, onde desempenham um papel face ??s necessidades locais, e onde t??m vontade de acatar as mesmas normas que as outras escolas - como um processo de admissão justo -, estaremos muito contentes em as considerar como pertencentes ao sector da educa????o pública. Tais casos significariam que a educa????o que oferecem est?? ?? disposição de todos independentemente da capacidade de pagamento: uma vit??ria para a política progressista".

 

H?? também quem acuse o sector privado de ter provocado a situação mediante "um aumento exponencial" das suas matr??culas nos últimos dez anos (um dado revelado por um estudo publicado em 2005 pelo Office of Fair Trading). Por outro lado, alguns centros pagos sustentam que em por vezes t??m cancelado as suas bolsas de estudo pressio-nados por novas medidas do governo que os obrigam a justificar a sua condi????o filantr??pica mediante parâmetros mais exaustivos em relação ao nível de receitas para a atribui????o de ajudas aos estudantes com menos recursos.

 

Aceprensa