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Os professores brit??nicos podem empregar uma for??a moderada em caso de necessidade

 Educação Diferenciada
Os professores brit??nicos podem empregar uma for??a moderada em caso de necessidade

Os professores do Reino Unido podem utilizar a for??a sempre e quando existam situações de conflito que assim o exijam, segundo explica um guia editado em princ??pios de Abril pelo Minist??rio da Educa????o.

 

Como indicou o ministro Ed Balls, o guia pretende servir de orienta????o aos professores que frequentemente duvidam de quais são os limites da sua autoridade e transigem com certos comportamentos dos alunos para evitarem problemas laborais e judiciais. De facto, segundo uma opinião generalizada, a autoridade do professor na sala de aula ressentiu-se nas últimas décadas devido ?? excessiva protecção concedida ao aluno, que em certas ocasi??es nem sequer podia ser expulso da classe. Adivinha-se, no entanto, uma certa tendência para desenhar políticas que buscam recuperar a autoridade dos docentes.

 

Balls assinalou na apresenta????o pública do guia que ?? necessário tanto desmontar o mito de que o professor não se pode aproximar do aluno como acabar com o temor dos professores de serem acusados de agress??o. "Este guia - assinalou - prop??e-se acabar com o medo dos professores de usarem dos seus poderes quando seja necessário". Os professores, em definitivo, são os responsáveis pela ordem na aula e entre as suas competências figura a de proteger o desenrolar pac??fico da classe.

 

A for??a h??-de ser empregue, aclara o guia, de uma forma razoável e em nenhum caso se pode castigar violentamente os alunos. S?? pode ser utilizada quando "as situações conflituosas" assim o aconselhem. O próprio Minist??rio ofereceu exemplos significativos em que o uso da for??a por parte do professor estaria justificado: evitar lutas entre os alunos, expuls??o da aula de alunos problem??ticos que se neguem a abandonar a sala, impedir que rapazes indisciplinados destruam o material escolar ou que interrompam gravemente as actividades escolares.

 

Em qualquer caso, Balls est?? consciente de que o uso da for??a ?? sempre polémico, pelo que exige o apoio dos órgãos directivos dos centros escolares e a ajuda das famílias. Por isso o guia recomenda que as escolas criem projectos formativos espec??ficos que permitam aos professores adquirir técnicas que evitem ou resolvam os conflitos.

 

O guia recebeu o apoio do Sindicato Nacional dos Professores. Segundo a sua secret??ria geral, Christine Blower, estas orienta????es são oportunas e servir??o para que o professor se sinta seguro nas suas actua????es. Se o uso da for??a ?? proporcionado e adequado, deve ficar "ao seu critério profissional".


Josemar??a Carabante