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A preferência pelo casamento continua vigente

 Casamento
Favorecer o casamento contribui para evitar a desestrutura????o familiar e a pobreza infantil
A preferência pelo casamento continua vigente

De acordo com os dados recolhidos, sete em cada dez cidad??os ,entre os 25 e 35 anos, desejam casar-se e o principal motivo ?? estabelecer um compromisso est??vel. No entanto, esta preferência maiorit??ria v??-se travada por circunst??ncias económicas, especialmente entre pessoas com baixos níveis de rendimentos.

 

Com estes resultados, De Waal salienta a necessidade de modificar as políticas familiares actuais, que d??o pouca aten????o aos efeitos de desestrutura????o, como a pobreza dos lares monoparentais, e que não tomam medidas para modificar as causas que a provocam. "Conservadores e trabalhistas assumem que a pessoa que não se casa f??-lo simplesmente porque assim o decide", e não por outros motivos, como os económicos. Na sua opinião, a política mais progressista adquiriu uma posi????o neutral, potenciando a diversidade, sem dar import??ncia ao tipo de família. A consequência ?? que cada vez se identifica mais a família pobre com o que os progressistas consideram "família moderna".

 

Maior risco de pobreza infantil

 

Segundo a informação do think tank Civitas, as políticas falham num dos objectivos principais: erradicar a pobreza infantil. Esta situação concentra-se nas famílias monoparentais, como resultado de situações de desemprego e de ruptura entre progenitores não casados. Os dados da pesquisa revelam que as crianças nascidas de uni??es livres t??m o dobro de possibilidades de ver a separa????o de seus pais em relação aos nascidos de pais casados. Assim, o estudo assinala que 70% dos filhos nascidos no casamento vivem com ambos os progenitores até aos 16 anos, percentagem que se reduz a 36% entre os nascidos de pais não casados.

 

De Waal sugere também que tudo o que possa contribuir para dar estabilidade no emprego fortalecer?? a família, dado que h?? maior tendência a separarem-se ou a conviverem entre as pessoas de menos rendimentos ou com falta de trabalho. Na mesma linha, prop??e potenciar o cuidado compartilhado dos filhos e estabelecer ajudas para que os progenitores assumam as responsabilidades adquiridas perante os descendentes. "A ??nfase política que se p??e nas mulheres deveria passar a favorecer a paridade de responsabilidades. Seria muito ??til que as políticas familiares inclu??ssem os homens, come??ando desde o cuidado dos filhos, para que, inclusive, quando a relação entre os adultos termine, a responsabilidade para com os filhos permane??a". A informação constata, al??m do mais, que h?? muita pobreza ligada ?? tendência, entre os pais separados, a deixar de pagar as pens??es que lhes correspondem.

 

A necessidade de aprovar medidas políticas que favore??am o casamento viu-se refor??ada recentemente com os resultados de outra investiga????o da Universidade de Essex, que analisa as consequências negativas, a longo prazo, para as crianças que cres??am s?? com um dos seus progenitores. "Os filhos de famílias monoparentais t??m menor rendimento escolar, menos possibilidades de conseguir bons empregos e sofrem mais problemas de sa??de", assegura o professor responsável da informação, John Ermisch. O estudo oferece alguns dados, classificados como "preocupantes", sobre o crescimento do número de nascimentos fora do casamento: a propor????o alcan??ou 44% do total em 2006, perante os 9% registados em 1975.

 

M. ??ngeles Burguera