Pesquisa

Adop????o

A China reduz as adop????es no estrangeiro e aumenta as nacionais

 Maternidade
A China reduz as adop????es no estrangeiro e aumenta as nacionais

Na China, existem imensos ??rf??os devido, em grande parte, ?? política de controlo da natalidade, que permite um ??nico filho aos casais urbanos e até dois aos rurais nalguns casos. Crian??as ???sobretudo do sexo feminino??? abandonadas por excederem a quota fixada, ou para não se perder a oportunidade de ter outro filho do sexo preferido, enchem os orfanatos.

 

Mas na China a adop????o nunca foi muito comum, e, al??m disso, ?? cara, visto uma norma não escrita mas imperativa, exigir que se d?? ao orfanato uma ???contribui????o volunt??ria??? que costuma ascender a 5000 yuanes (540 euros) ou mais, um ter??o dos rendimentos anuais de um chin??s m??dio.

 

Contudo a riqueza aumentou muito nas principais cidades do pa??s, e para os cada vez mais numerosos casais que têm dinheiro suficiente, adoptar ?? um modo de tornear a política do filho ??nico, como explica uma reportagem do Wall Street Journal (13-03-2009). Com efeito, não h?? limite para o número de crianças que se podem adoptar, desde que os candidatos a pais tenham as condições de poder de compra, instru????o e sa??de exigidas pelas autoridades.

 

Tamb??m tem influência o adiamento do casamento até idades em que a fertilidade ?? menor, com o consequente aumento de casais que não conseguem ter filhos. Outros adoptantes são casais mais velhos que perdem o seu ??nico filho quando j?? não podem ter outro.

 

Em virtude de todos esses factores, as adop????es aumentaram rapidamente desde 2003, sobretudo nas cidades mais pr??speras: Xangai, Pequim, Cant??o... Não ?? possível ser mais preciso, por falta de estat??sticas oficiais.

 

Alarga-se o acolhimento familiar

 

Tamb??m se alargou o acolhimento familiar, ?? medida que a subida generalizada do nível de vida e a difusão de notícias sobre a situação nos orfanatos tornaram mais chocante o abandono de tantos ??rf??os, doentes ou deficientes em bastantes casos.

 

Em 1997, Xangai foi a primeira cidade que implementou um plano de acolhimento destinado aos seus ??rf??os, depois de se saber que, segundo diversos estudos, as crianças acolhidas por famílias gozam de melhor sa??de e bem-estar que as atendidas em orfanatos. Hoje, dos mais de 2000 ??rf??os a cargo dos serviços sociais de Xangai, entre 60% e 70% encontram-se em famílias de acolhimento.

 

As famílias dispostas a acolher um ??rf??o t??m de cumprir certos requisitos de poder económico, qualidade da habitação e estabilidade, e frequentar um pequeno curso. Mas neste caso o dinheiro não ?? t??o decisivo como na adop????o, pois as famílias recebem uma compensa????o de 700-800 yuanes mensais (75-86 euros), e o atendimento m??dico da criança fica a cargo das autoridades.

 

O acordo de acolhimento pode durar entre um m??s e um ano. No final do prazo, se tudo correu bem, ?? oferecida ?? família a possibilidade de adoptar a criança.

 

Mais exigências aos estrangeiros

 

Pelo contr??rio, são cada vez menos as crianças chinesas adoptadas por estrangeiros, embora o pa??s ainda ocupe o primeiro lugar mundial. Os Estados Unidos, que são o primeiro destino de adop????es internacionais com origem na China e no conjunto do planeta, regista uma consider??vel descida. Em 2007, chegaram aos Estados Unidos 5453 crianças chinesas; em 2008, 3909. Em Espanha sucede o mesmo: depois do m??ximo de 2005, com 2753 adop????es na China, em 2007 houve menos de metade, 1059.

 

A explica????o não ?? ter descido a procura. Em 2007, iniciaram tr??mites para adoptar no estrangeiro uns 11 500 casais espanh??is, mais dois mil do que em 2005. Mas as autoridades chinesas são agora mais estritas. Não concedem adop????es a pessoas que vivem sozinhas, mas somente a casais com marido e mulher que têm vários anos de casamento e uma boa situação económica e de sa??de. As uni??es homossexuais estão excluídas.

 

Medidas similares foram tomadas pela R??ssia, o segundo pa??s de origem de crianças adoptadas no estrangeiro. E, como a China, também a R??ssia come??ou a fomentar as adop????es no seu próprio seio (cfr. Aceprensa, 17-05-2006, na vers??o impressa, último par??grafo).

 

Ao corte efectuado por estes dois pa??ses deve-se quase toda a diminui????o do total de adop????es internacionais em Espanha, que passaram de 5541 em 2004, para 3648 em 2007. A queda teria sido maior se não tivessem subido as de crianças de outras proveni??ncias, especialmente da Eti??pia, que agora ?? o terceiro pa??s em import??ncia nesse fluxo, ap??s ultrapassar a Ucr??nia e a Col??mbia em 2006.