Europa: incentivos ?? natalidade para rejuvenescer a popula????o
A insuficiente taxa de fecundidade (1,5 filhos por mulher) e o aumento da esperança de vida estão conduzindo a not??veis muta????es na estrutura da popula????o. As mudanças na pir??mide et??ria come??ar-se-??o a notar brevemente na economia, sob a forma de press??es sobre a despesa pública, que aumentar?? cerca de 10%.
Outra das consequências do envelhecimento populacional ?? o aumento da taxa de depend??ncia (número de pessoas de mais de 65 anos dividido pelo de pessoas de 14 a 65 anos), que passar?? dos 25% que era em 2004 a 53% em 2050.
Natalidade e imigração
Ao interrogar-se sobre as causas do decl??nio demogr??fico, o Parlamento Europeu aponta em primeiro lugar ?? descida da natalidade. Mas sust??m que nesta influem também os problemas de infertilidade, que afecta quase 15% dos casais. Os deputados recusaram que os Estados membros tomassem a seu cargo os tratamentos por infertilidade, mas acordaram que estivessem acessíveis aos que quisessem recorrer a eles.
Outra resposta ao problema ?? a adop????o. O Parlamento prop??e aos parlamentos nacionais que facilitem os procedimentos de adop????o de crianças oriundas de outros pa??ses e instam aos pa??ses de origem a que não ponham obst??culos ?? adop????o de crianças vítimas de maus-tratos e ??rf??s.
Para o Parlamento, a Espanha ?? motivo de preocupa????o por ter uma das taxas mais baixas de fecundidade (1,38 em 2006), de modo que o aumento da popula????o e o emprego s?? tem sido possível pela imigração.
No entanto, no conjunto dos pa??ses europeus a imigração legal não ?? suficiente para paliar os efeitos do progressivo envelhecimento da popula????o. Por isso o Parlamento recomenda a adop????o de medidas para aumentar a natalidade da popula????o residente na UE. Entre outras coisas, os eurodeputados manifestaram-se a favor do reagrupamento familiar dos imigrantes legais.
Vida laboral e familiar
Outras das medidas orientam-se para a concilia????o da vida familiar e laboral, como a proposta de que os Estados actuem contra os empres??rios que discriminem de qualquer forma as trabalhadoras que desejem ser m??es. Os deputados também aconselharam a implementa????o de medidas para que as baixas por maternidade ou licen??as de paternidade deixem de estar penalizadas no cálculo das pens??es de reforma. Inclusive colocam a possibilidade de conceder melhorias nas pens??es de reforma em fun????o do número de filhos criados.
Os deputados advogam a cria????o de centros infantis a preços acessíveis, na linha do que foi decidido no Conselho Europeu de Barcelona de 2002, que pedia aos Estados membros que criassem, antes de 2010, centros para, ao menos, 90% das crianças de idades compreendidas entre os 3 anos e a idade de início da escolaridade obrigat??ria.
O Parlamento recomenda o apoiar-se mais nas pessoas de mais idade e promover conv??nios que permitam o prolongamento volunt??rio da sua vida laboral para al??m dos 65 anos, assim como reduzir as pr??-reformas. No caso particular da Espanha, os números do emprego entre as pessoas de mais idade são superiores ?? m??dia europeia e prev??-se que continuem em aumento.
Mas ainda que a sa??de dos mais idosos tenha melhorado, o Parlamento também incita a preparar o sistema de sa??de para o incremento de uma popula????o que envelhece.
| Dados demogr??ficos do relatório | ||
| UE (2005) | ESPANHA (2005) | |
| Popula????o (milhões) | 457 | 42 |
| Taxa de fecundidade (filhos por mulher) | 1.5 | 1.3 |
| Idade da mulher ao nascer o seu primeiro filho | 29 | 31 |
| Popula????o menor de 25 anos (%) | 29 | 27 |
| Popula????o de 25-64 anos (%) | 54 | 56 |
| Popula????o de 60-79 anos (%) | 18 | 17 |
| Popula????o maior de 80 anos (%) | 4 | 4 |
| Idade de sa??da do mercado laboral | 61 | 62 |
| Popula????o imigrante (%) | 6 | 8 |

