Em Fran??a o sector da assist??ncia em casa criou 116 000 empregos num ano
Os serviços pessoais compreendem a assist??ncia dom??stica tradicional (aten????o a crianças e a pessoas idosas, limpeza, lavagem e passagem de roupa???) e outros como aulas particulares, cuidado de animais de companhia, apoio inform??tico ou administrativo ao domic??lio, trabalhos de bricolage???Os mais solicitados são a ajuda a doentes e idosos (28% das horas empregadas) e o cuidado de crianças (16%).
A lei promovida pelo ent??o ministro do emprego, Jean-Louis Borloo, concede dedu????es fiscais a quem contrata assist??ncia dom??stica. Tamb??m reduz o IVA ??s empresas especializadas na presta????o destes serviços. Precisamente um dos objectivos principais ?? conseguir que a contrata????o directa por particulares v?? sendo substitu??da pelo recurso a empresas que atendem a demanda de assist??ncia com o seu pessoal assalariado. Assim, espera-se que os trabalhadores do sector ganhem estabilidade no emprego, profissionalismo e melhores ordenados. Este plano tinha como meta tr??s anos (final de 2008) para criar o equivalente a 500 000 empregos de jornada completa no sector (o ???equivalente???, porque muitos seriam de dedica????o parcial).
O balanço provis??rio mostra um not??vel progresso. O número de horas empregadas nestes serviços subiu 29% entre 2006 e 2008. A constitui????o de empresas especializadas neste sector multiplicou-se por 2,5 de 2005 a 2007. Em 2006 o sector gerou 116 000 novos empregos, 60% dos postos criados em Fran??a durante esse ano.
Mas quase todos estes empregos (113 000) são de dedica????o parcial e por conta de particulares, e equivalem a uns 26 500 postos de jornada completa. Portanto, a meta da lei Borloo est?? muito longe de ser atingida. Apesar da perceptível expans??o das empresas de serviços pessoais (cf.Aceprensa 42/07, na vers??o impressa), os empregados particulares representam ainda 80% do mercado: 15% corresponde a associa????es, que antes da lei estavam bem estabelecidas nas regi??es como fornecedoras desses serviços; as empresas s?? det??m os restantes 5%.
A raz??o não parece ser outra al??m de que as famílias preferem contratar directamente pessoas que conhecem ou de que têm refer??ncias atrav??s de parentes ou amigos. A lei Borloo previa que os particulares fossem atra??dos pelos serviços normalizados de uma empresa, com qualidade certificada, que al??m disso evita que se convertam em patr??es. Mas não aconteceu assim, a não ser numa escala muito reduzida.

