Demasiada vigil??ncia gera um clima de insegurança na Gr??-Bretanha
Os atentados terroristas em Londres no ver??o passado e no terminal do aeroporto de Glasgow, levaram o governo brit??nico a refor??ar medidas de segurança.
Apesar de tudo, a popula????o ficou alarmada quando, no passado dia 20 de Novembro, o ministro das finan??as, Alistair Darling, anunciou o extravio de dois cds com os dados banc??rios e da Seguran??a Social de 25 milhões de pessoas. Embora o governo assegure que não h?? provas de que os mesmos tenham sido roubados para uso fraudulento, ?? compreens??vel o alarme entre os cidad??os perante um Estado cada vez mais controlador, mas que, no entanto, falha no que se refere ?? protecção dos dados.
De acordo com uma informação oficial do Comiss??rio de Intercep????o de Comunica????es brit??nico, cerca de 800 instituições públicas estão a fazer diariamente ?? volta de mil pedidos de ??dados sobre as comunica????es??, que incluam intercep????o de telefones, relatórios de chamadas por telem??vel, correios electr??nicos e visitas a p??ginas da web, para al??m do controlo sobre o correio postal. Segundo uma outra informação publicada pelo governo, no per??odo de 15 meses ??? entre Janeiro de 2005 e Mar??o de 2006 ??? teve mais de 400.000 pedidos oficiais para que fosse feita intercep????o de telefones e de mensagens por correio electr??nico.
?? medida que se distanciam os atentados de Londres, h?? cada vez mais vozes que se levantam para criticar estas medidas de controlo das comunica????es. ?? que a amea??a terrorista fez desencadear uma s??rie de propostas de lei, como a da possibilidade de constituir um arquivo do ADN de todos os cidad??os, tenham ou não tenham praticado alguma transgress??o, ou a introdução do historial clínico de todos os pacientes num banco de dados do Servi??o Nacional de Sa??de, ou, ainda, a emissão de bilhetes de identidade que incluam até 52 dados, entre os quais as impress??es digitais e informação sobre os olhos do titular.
Al??m disso, h?? ainda uma proposta para aumentar para 42 dias o per??odo da pris??o preventiva, algo que parece desproporcionado se tivermos em conta que no Canad?? esse per??odo continua a ser de um dia, nos Estados Unidos de dois dias, inclusivamente, na Turquia ?? de, apenas, 7 dias e meio.
Os ingleses sentem-se, cada vez mais, preocupados com esta press??o. Num artigo recente, publicado em El Pa??s, Timothy Garton Ash, catedr??tico de Estudos europeus na Universidade de Oxford e membro da Institui????o Hoover de Stanford, dizia que reconhecia que a situação de amea??a terrorista ??exige medidas extraordin??rias de vigil??ncia e preven????o?? e, também que ??o equil??brio entre segurança e liberdade tem de ser reajustado??. Todavia, a sua opinião, ??no último dec??nio, o governo brit??nico pendeu excessivamente para o que pensa ser mais segurança??.

