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Como reter o talento feminino nas empresas

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Como reter o talento feminino nas empresas

A prioridade dada ?? família cresceu sobretudo entre os trabalhadores com menos de 40 anos, que dedicam aos filhos uma m??dia de 3,4 horas por dia de trabalho. Isto sup??e uma hora mais do tempo di??rio que dedicavam os seus pais, segundo os dados apresentados pelo Families and Work Institute, depois de uma investiga????o desenvolvida nos Estados Unidos. Esta tendência, unida a uma menor aspira????o a postos de responsabilidade registada nos últimos quinze anos, faz temer que, no futuro, haja dificuldades para preencher alguns postos de trabalho por escassez de talentos. Na opinião da presidente da funda????o. Ellen Galinsky, as empresas defrontam um grande desafio: "criar um lugar de trabalho eficaz", que se torne atraente para os trabalhadores pelo apoio ou oportunidades que se lhes oferece, as mais-valias da empresa, e também a flexibilidade das condições de trabalho.

 

Personalizar o posto de trabalho

 

Gallinsky referiu-se a um inqu??rito realizado em 2008, entre 8.000 participantes de 27 pa??ses, com o fim de travar o elevado nível de rota????o dos quadros de pessoal e procurar reter o capital humano mais preparado., ou seja, os dirigentes das empresas. A investiga????o concluiu que "homens e mulheres valorizam de forma quase id??ntica as caracter??sticas de um posto de trabalho eficaz" e que as mulheres, tal como os homens, permanecem na empresa quando se respeitam os seus valores, apesar de darem mais import??ncia que os homens ?? concilia????o entre a vida familiar e laboral.

 

Brest Walsh, s??cio da Consultora Deloitte, explicou a iniciativa executada na sua firma para enfrentar a escassez de directores bem preparados nas empresas, ??O fenómeno da personaliza????o afecta muitos produtos: adaptamos ao cliente a m??sica, os t??nis, os sons do telem??vel; por que não o percurso profissional???, notou. No seu assessoramento ??s empresas prop??e substituir a hierarquia corporativa por um novo esquema de rede em que os trabalhadores t??m flexibilidade para fixar metas e alcan????-las, e adaptar a sua dedica????o ?? empresa em fun????o das necessidades da etapa da vida em que se encontrem. "?? uma política empresarial a longo prazo", disse.


Diminui o absentismo

 

Algumas das políticas flex??veis propostas durante o congresso, destacam-se precisamente pelo seu impacto positivo sobre os benef??cios das empresas. Para Stephen Bevan, director executivo de The Work Foundation, ?? necessário oferecer autonomia no trabalho e simultaneamente exigir qualidade no trabalho flex??vel. Bevan citou a British Telecom, que com a sua política empresarial criativa poupou até 3 milhões de libras em custos de recrutamento e baixou a taxa de absentismo para 3,1 %, face ?? taxa geral do pa??s, que ?? de 8,5 %. Outro exemplo foi o da Farrelly, uma empresa de engenharia que depois de várias medidas para conseguir equilibrar a vida familiar e laboral reduziu a rota????o dos seus empregados em 4 % e conseguiu que as reclama????es dos clientes se reduzissem a metade.

 

A directora do Centro Internacional de Trabalho e Fam??lia do IESE, Nuria Chinchilla, que dirigiu o congresso, destacou que para facilitar reter o talento feminino nas empresas seria necessária uma nova cultura empresarial que tivesse em conta objectivos e não horas de presen??a. ??Quando se introduzem medidas de concilia????o e de flexibiliza????o, o absentismo, que ?? o segundo problema da empresa espanhola, reduz-se em 30 %??, disse. Outro elemento importante ?? o apoio ?? maternidade, para o que prop??s alargar a licen??a de parto para um ano.