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Pai e m??e, cada um no seu papel

 Mulher
Pai e m??e, cada um no seu papel

Elise Claeson (Su??cia, 1951) ?? colunista no di??rio "Svenska Dagbladet". No passado m??s de Setembro publicou "Mamma@home", livro em que prop??e um novo feminismo que valorize a maternidade. ?? licenciada em Ci??ncias Sociais e trabalhou como defensora do cliente antes de se dedicar por completo ?? família. Tem duas filhas com vinte e tal anos e est?? a escrever um livro sobre a sua m??e, que, segundo conta, ??foi um hero??na da guerra na Finl??ndia e se refugiou na Su??cia em 1944??.

 

- Chesterton dizia que ??h?? uma falsa ideia segundo a qual as mulheres são livres quando servem os patr??es, mas escravas quando ajudam os maridos??. No seu livro Mamma@home (Mam?? em casa) defende algo parecido. Quais são as principais linhas que prop??e?

- H?? uma ideia feminista e socialista de que as mulheres são livres somente quando actuam como homens e se incorporam no mercado de trabalho (pode contrastar-se em Simone de Beauvoir). No livro argumento que as mulheres não deveriam tentar chegar a ser como os homens; somos boas como somos e dever??amos continuar com os nossos desejos femininos e a nossa natureza feminina. No livro falo muito sobre natureza humana.

 

- Escreveu nalguma das suas colunas que durante décadas se tem procurado que a mulher sueca se esque??a que ?? ou pode ser m??e. Qual o interesse disso?

- O feminismo e o socialismo (e ??s vezes também o liberalismo) querem criar um novo homo sapiens, um ser humano mais leal ao Estado que ?? família e aos filhos. A maternidade ?? como um s??mbolo do antigo homo sapiens, que seria o inimigo natural desse feminismo e do socialismo.

 

- Depois de construir durante anos um esquema s??cio económico em que são necessários dois ordenados para viver, não existe a liberdade para viver com um ordenado ou com um ordenado e meio. Como fazer para sair desta situação?

- S?? se pode impor um esquema de famílias com dois ordenados quando os impostos são suficientemente altos. Se os impostos são mais baixos, as famílias t??m mais liberdade para escolher o que querem. Por isso, o feminismo socialista prefere impostos altos, porque quer acabar com a família. As famílias com filhos deveriam ter impostos mais baixos que as outras. Assim, poderiam passar a ser uma família com um s?? ordenado quando quisessem. A sociedade deveria também reconhecer as m??es e famílias como as pessoas mais importantes para a vida de uma criança.

 

- ?? possível um novo feminismo, moderno, que valorize adequadamente a maternidade, sem perder as regalias j?? conseguidas, tais como o maior acesso da mulher ?? educa????o, a conquista de direitos civis ou a liberdade para ser economicamente independentes se assim desejar?

- No meu livro falo sobre o ??neo-feminismo??, um novo feminismo que se centra na maternidade e natureza humana feminina. Creio que ?? uma tendência que veio para ficar. H?? sinais disso por todos os lados. O velho feminismo perdeu, porque não se ajusta ??s mulheres tal como elas s??o, pretende convert??-las em homens.

 

- Um primeiro feminismo quis que a mulher se tornasse independente do homem. Agora fala-se de maternidade, de distribuição de trabalhos dom??sticos, mas não de paternidade. D?? a sensa????o que a família ?? s?? um problema da mulher. Isto não ?? um erro?

- Os homens sempre mantiveram e protegeram as mulheres e os filhos. Esse ?? um bom papel para um pai. Não deveriam ser for??ados a converter-se em mulheres-m??es para serem melhores pais. Homens e mulheres são diferentes, também como progenitores. Os filhos necessitam de pais que funcionem como homens, não como mulheres.

 

- As vozes das m??es que decidem a seu tempo dedicar-se ao lar dificilmente chegam aos meios de comunicação ou aos centros intelectuais??? Parecem as grandes esquecidas.

- Na Su??cia come??ou uma tendência pr??-m??es que ningu??m pode ignorar. O meu livro foi publicado pela segunda maior editorial do pa??s e a principal empresa de comunicação imprime a revista Mama, que est?? a ter um grande ??xito. Quando o mercado reconhece a maternidade, os políticos e os meios de comunicação devem segui-lo, mesmo quando não gostem.

 

Agust??n Alonso-Guti??rrez