L??bano: Satisfa????o pelo acordo entre o governo e a oposi????o
O compromisso, mesmo que seja limitado, encerra uma crise aberta no m??s de Novembro passado e permitir?? que as for??as políticas deixem de lutar na rua para regressar ??s suas instituições.
Os principais pontos do acordo s??o:
Presid??ncia
O actual chefe do ex??rcito, general Michel Sleimane, eleito no dia 25 de Maio deste ano. Embora se discuta se seria necessário aprovar uma emenda constitucional para que sejam respeitados os prazos previstos. Finalmente, foi decidido que não se justifica fazer qualquer emenda perante a situação excepcional que o pa??s atravessa.
Governo
O governo de unidade nacional ter?? trinta membros: dezasseis da actual maioria, onze da oposi????o e outros tr??s, nomeados pelo presidente. Este acordo tem como objectivo potenciar a presen??a do Hezbollah, o partido xiita da oposi????o, que passa a ter onze ministros em vez dos seis anteriores e consegue o poder de veto sobre as decisões do governo que, até ?? data, era negado.
Elei????es
As eleições parlamentares previstas para a primavera de 2009 continuar??o a ser feitas numa base confessional. A lei em vigor desde 1960 imp??e que o lugar de Chefe de Estado seja ocupado por um cristão maronita, que o primeiro-ministro seja muçulmano sunita e o presidente do parlamento, um xiita. Para as circunscri????es eleitorais ??? factor chave, muito importante num pa??s com m??ltiplas comunidades religiosas ??? chegaram a um acordo que pretende reflectir, mais fielmente, o peso dos diferentes grupos confessionais. Os analistas afirmam que a partilha em Beirute tem em conta estarealidade, sem penalizar nenhum dos grandes grupos.
Armamento
?? proibido o recurso ?? violência com fins políticos. Contudo, ficam em suspenso questões de fundo como o armamento do Hezbollah. A maioria exige o compromisso, da parte do Hezbollah de ??n??o utilizar as armas contra os libaneses??. Todavia, o Hezbollah responde que a sua actua????o militar iniciada h?? duas semanas, com a ocupa????o do aeroporto e de bairros de Beirute, foi puramente ??defensiva??.
De um modo geral, a imprensa libanesa acolhe bem este acordo, embora ningu??m se atreva a fazer progn??sticos sobre a sua aplica????o. O acordo de Doha ??n??o resolver?? as contradi????es de fundo, porque no L??bano h?? dois Estados, o estado oficial e o do Hezbollah??, declarou, a L???Orient Le Jour, Paulem Salem, directo da funda????o Carnegie para o M??dio Oriente, e ??o Hezbollah ?? demasiado poderoso para ser desarmado??.
Depois do acordo, a oposi????o xiita come??ou a desmantelar o acampamento que tinha montado no centro de Beirute desde a altura em que come??ou a crise.

