Cientistas abertos ?? religi??o
McGrath ?? professor de teologia hist??rica em Oxford. McGrath admite que, como Dawkins actualmente, nos anos sessenta era ateu. Dawkins ?? especialista de biologia evolutiva; do mesmo modo McGrath come??ou pela carreira cient??fica, obtendo um doutorado em biof??sica molecular. Mas depois mudou para a teologia e, como ele explica: ???Em consequência da mudança persuadi-me de que o cristianismo era uma vis??o do mundo muito mais interessante e intelectualmente excitante do que o ate??smo???.
McGrath declara que se sentiu decepcionado pelo nível da argumenta????o do livro de Dawkins, que descreve como ???o equivalente ateu da prega????o sobre o fogo do inferno, que substitui o pensamento cuidadoso e baseado na evid??ncia pela ret??rica e pela manipulação dos factos???.
McGrath dedica um capítulo a explicar porque raz??o Deus não ?? uma ilus??o v??, como sustenta Dawkins. Faz notar que as defini????es usadas por Dawkins para definir a f??, tais como ???processo de não pensamento???, são estranhas ?? defini????o cristã da f??.
Dawkins tem raz??o quando defende que temos de submeter a exame as nossas cren??as, reconhece McGrath. Para isso ?? necessário que as crianças recebam uma instru????o veraz e exacta sobre o cristianismo. Seria muito mais prejudicial para elas, afirma, encher as suas cabe??as com os argumentos superficiais e err??neos que Dawkins usa.
Cren??as razo??veis
A maioria de n??s, diz McGrath, temos muitas cren??as que não podemos provar que sejam verdade, e no entanto ?? razoável que as sustentemos. Assim, estas cren??as são justific??veis sem que estejam absolutamente demonstradas em sentido emp??rico. Esta situação ocorre não s?? em mat??ria de religi??o mas também de ci??ncia, onde h?? muitas teorias que ainda não alcançaram o status de estarem provadas de modo concludente.
McGrath também cita o que alguns cientistas eminentes, como o bi??logo norte-americano Stephen Jay Gould e Sir Martin Rees, presidente da British Royal Society, disseram sobre a religi??o. Ambos admitiam os limites da ci??ncia e aceitavam que a ci??ncia e a religi??o não são por natureza mutuamente excludentes.
Por outro lado, muitas das grandes questões sobre a vida, sugere McGrath, podem ser explicadas por meio de várias teorias sem que haja uma prova cient??fica definitiva. Al??m disso h?? questões que se situam para l?? do m??todo cient??fico, tais como decidir se a natureza comporta finalidade.
Uma demonstra????o de que Dawkins não ?? o representante do pensamento cient??fico ?? o facto de que em 2006, ano em que apareceu The God Delusion, tr??s investigadores de primeira linha publicaram livros em que concediam um espa??o para o divino no universo. Foram estes: Owen Gingerich, God???s Universe; Francis Collins, The Language of God; e Paul Davies, The Goldilocks Enigma.
???Dawkins v??-se for??ado???, conclui McGrath, ???a estar perante um facto que vai muito contra ele próprio: a maior parte dos cientistas, independentemente da posi????o religiosa que mantenham, refuta a sua tese de que as ci??ncias naturais são uma auto-estrada intelectual que conduz ao ate??smo???.
Fonte: Ag??ncia Zenit, citada por Aceprensa

