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Aprender a escutar

 Ensaio
Tradu????o de Maria Irene Bigotte de Carvalho
Aprender a escutar

Em certo sentido, a escuta ?? uma entrega: um oferece intimidade e o outro acolhimento. Polaino apresenta perguntas de auto-avalia????o que permitem valorizar actos externos e que ajudam a reflectir. Excepto uma breve refer??ncia ao trabalho em equipa no ??mbito profissional, cinge-se ao diálogo interpessoal no matrim??nio, com os filhos, com o m??dico ou com o professor.

 

A solidão ?? um dos males que atingem a sociedade actual. Muitas conversas assumem-se de maneira conflituosa. H?? pessoas que não escutam, porque estão na sua bolha mental. A rigidez mental ou uma cabe??a t??o cheia que não comporta mais nada constituem outros possíveis obst??culos. Al??m disso, existe o egotismo que leva a não falar sen??o de si próprio. H?? pais que come??am com um "temos que falar" e costumam acabar por fazer um discurso ao filho, o que não sup??e aut??ntico diálogo. Polaino considera que para escutar verdadeiramente um adolescente ?? necessário que o jovem fale o dobro do adulto.

 

Sobre os profissionais da escuta, como psiquiatras e professores, assinala que necessitam da suficiente proximidade que facilite a confian??a e do distanciamento emocional para não se sair magoado de uma conversa sobre questões dolorosas. Depois do capítulo dedicado ao silêncio necessário para a escuta, dedica um apartado ?? dimens??o transcendente. Sem mencionar expressamente a palavra ora????o, pergunta-se se sabemos escutar Deus. O livro facilita as pistas suficientes para que o leitor estabele??a para si próprio pontos em que pessoalmente possa melhorar.

 

Jos?? Manuel Ma??u