Festas de casamento
Conforme o autor as tem classificado, as últimas pertencem ao g??nero hist??rico (Akhenaton e A maldi????o de Ra); ao simbolista ou "fant??stico-filos??ficas" - na sua designa????o- (As noites das mil e uma noites (também editada em portugu??s, pela mesma editora) e A viagem do filho de Fatuma), considerando realista a presente obra, Festas de casamento.
Trata-se da mesma história narrada quatro vezes, de quatro pontos de vista diferentes, por outros tantos protagonistas. A partir dessas perspectivas, conta-se um argumento de fatalidade e v??cio ?? volta de um pequeno grupo de autores, directores e empregados num teatro cairota. Rodeados de ci??mes e rancores, e nos prazeres do ??pio e do jogo, todos eles defendem que a virtude ?? um s??mbolo enganador, tanto no teatro como na mesquita. Ao fim e ao cabo, são gente da com??dia, e "um escritor deve conhecer tudo, o bom e o mau, especialmente o mal, pois a maldade ?? a fonte do teatro". O argumento articula-se ?? volta da estreia da primeira obra do jovem Abbas, em que expressa as s??rdidas tens??es do seu ambiente familiar, al??m da trag??dia pessoal que lhe correspondeu viver.
O realismo do romance serve ao autor para realizar uma velada cr??tica social, menos incisiva que em obras anteriores, ao mesmo tempo que apresenta personagens aut??nticos e convincentes, que se desenvolvem com agilidade em diálogos curtos, frases incisivas e escassas descri????es.
A história, dissoluta e obscura, apresenta conjecturas de escapat??ria; o desenlace final, no entanto, ?? um belo canto ?? esperança, " a única capaz de desvelar as miragens da natureza humana".
??ngel Garc??a Prieto
Para avalia????o doutrinal da obra, cfr. www.almudi.org, pesquisando pelo título espanhol da obra: Festejos de boda

