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As Cr??nicas de N??rnia: Pr??ncipe Caspian

 Fantasia
The Chronicles of Narnia: Prince Caspian
As Cr??nicas de N??rnia: Pr??ncipe Caspian

N??rnia est?? sob o domínio dos telmarinos, homens que a?? se instalaram, expulsando os narnianos (animais falantes e criaturas m??gicas).

 

Miraz, o irm??o do falecido rei telmarino, acaba de ser pai de um filho var??o, facto que p??e em perigo a sucess??o ao trono do leg??timo herdeiro, o pr??ncipe Caspian.

 

Aconselhado pelo seu tutor, o doutor Cornelius, durante a noite, Caspian foge precipitadamente para o bosque, onde se encontra com os habitantes da antiga N??rnia que ele considerava puramente lend??rios.Tamb??m a?? faz soar a trombeta que segundo as antigas tradi????es era usada para pedir ajuda em momentos de dificuldade.

 

Foi assim que chegaram de modo m??gico a N??rnia os irm??os Pevensie, Peter, Susan, Edmund e Lucy que se encontravam no metro de Londres, em 1941, um ano depois dos acontecimentos narrados em As Cr??nicas de N??rnia: O Le??o, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.

 

Encontram-se num local muito diferente do que tinham deixado tempos atr??s, pois o que para eles havia sido um ano normal, no tempo de N??rnia foram s??culos.

 

Com o decorrer do tempo, a ??poca em que os irm??os reinaram desapareceu e tornou-se lend??ria. Os próprios narnianos, bem como o an??o Trumpkin, não tinham a ideia clara da exist??ncia de quem fosse Aslan, o majestoso le??o que outrora deu a sua vida por N??rnia.

 

Enquanto Caspian tenta persuadir as criaturas de N??rnia a ajud??-lo a derrotar Miraz, o usurpador do trono, com a promessa de vir a recuperar em N??rnia a forma de vida de tempos anteriores, apareceram os Pevensie, dispostos a ajud??-lo na sua tarefa.

 

Eis a nova e apaixonante sequência de As Cr??nicas de N??rnia, a saga fant??stica de C.S. Lewis, integrada por sete volumes. Embora se trate dum relato fant??stico reveste-se de um inteligente realismo: o que se v??, parece estar a suceder num mundo diferente, mas aut??ntico.Na adapta????o deste segundo livro do autor ingl??s, est?? novamente Andrew Adamson atr??s das c??maras e, com ele trabalham os guionistas Christopher Markus e Stephen McFeely.

 

?? not??rio o esfor??o de fidelidade ao texto original, procurando de modo inteligente, não se afastar demasiado das linhas argumentais do pobre Caspian - a preparar-se para o confronto com o tio Miraz - e dos Pevensie que tentam fazer reviver N??rnia.

 

Por sorte, depois do enorme ??xito do filme anterior, foi possível dispor de um or??amento mais generoso, com consequências not??veis na estrutura da produção, nas cenas de batalhas e no aperfei??oamento da cria????o e integração dos seres mitológicos nas diferentes cenas.

 

Por outro lado, o desejo de aproveitar a conjuntura, incluindo a inven????o de um assalto ao castelo de Miraz para refor??ar o ambiente ??pico, prejudica um pouco o conjunto, prendendo demasiado a aten????o nos excessivos efeitos especiais.

 

Nestes casos, em que se atinge tal perfeição que facilmente se imaginam as circunst??ncias concretas das batalhas, com os pormenores da estratégia e se respira a emo????o dos duelos e desafios, surge um problema: os exageros tiram for??a ??s personagens e seus conflitos.

 

Nesta obra a aposta est?? na abordagem do tema da f??, quando a presen??a e a ajuda de Aslan não são t??o evidentes como na anterior. Se na trama de O Le??o, a Feiticeira e o Guarda-Roupa estava patente o sacrif??cio do le??o, aqui Aslan não est?? vis??vel, atravessa-se uma etapa de obscuridade, em que Peter tem a tenta????o de confiar s?? nas próprias for??as para ajudar Caspian e cai na arrog??ncia e no confronto. Entretanto, no pr??ncipe surge a op????o de ceder ??s sedutoras garras do mal, enquanto Lucy, a mais próxima de Aslan e a quem v?? em sonhos, passa pela prova do medo de se considerar demasiado pequena e indefesa para poder actuar.

 

Em suma, tendo em conta o fundo cristão da saga de Lewis, foca-se a necessidade de confiar em Deus para enfrentar os problemas da vida. E fica de manifesto que toda a actua????o, mais ou menos acertada, tem sempre as suas respectivas consequências.

 

H?? um aspecto em que a saga de N??rnia acerta plenamente, tanto neste filme como no anterior: o do elenco. Em vez de recorrer a actores super conhecidos, seleccionam-se int??rpretes muito bons e que encaixam bem nas personagens, mas desconhecidos do grande público.

 

Um aplauso para o trabalho de Sergio Castellitto com o vil??o Miraz, que encarna um personagem ambicioso mas muito humano, sem cair na ilus??o do histrionismo. Mant??m-se a linha iniciada por Tilda Swinton no papel da Feiticeira Branca, aqui apenas numa breve apari????o.

 

No bando dos telmarinos, estão bem Dami??n Alc??zar, Pierfrancesco Favino e Sim??n Andreu, que juntamente com Alicia Borrachero formam um coerente grupo de int??rpretes latinos. Tamb??m est?? correcta a escolha de Peter Dinklage (A Esta????o, Mafioso Quanto Baste) para dar vida ao an??o Trumpkin.