Revista de imprensa sobre a viagem do Papa aos Estados Unidos
Bento XVI ???deixou atr??s de si a impress??o de ser um l??der compassivo, que passou com sucesso de professor a Papa???, regista um comunicado da AP.
A ag??ncia recolhe a opinião de Russell Shaw, escritor e ex??? porta-voz da Confer??ncia Episcopal norte americana. ???A viagem, de imediato, foi um enorme ??xito que provavelmente ter?? superado as expectativas de todos, incluindo as do próprio Papa???. E recorda que já se viu o mesmo fenómeno nas viagens de João Paulo II aos EUA (grandes multid??es, entusiasmo, carisma do Papa). ???O que toda a gente se interroga ??? acrescenta ??? ?? se a viagem vai provocar uma mudança significativa nos importantes problemas com que se defronta o catolicismo americano???: a escassez de voca????es, a diminui????o de assist??ncia ?? Missa, o abandono de muitos fi??is, a luta para atender as necessidades de uma crescente popula????o hisp??nica.
Muitos meios destacam que a viagem serviu para dar uma imagem mais aut??ntica do Papa, que tinha sido apresentado como um professor r??gido e severo. ???No que se refere ao seu estilo pessoal ??? escreve o cronista de USA Today no Yankee Stadium ???, o af??vel Bento conquistou os católicos ??? e os não católicos ??? de todo o tipo. Em vez do mero professor, como frequentemente o tinham apresentado antes de ser Papa, os americanos viram um cordial sacerdote que dava a b??n????o em cada paragem, com os seus bra??os abertos e os seus brilhantes olhos castanhos???.
???H?? anos que estou a falar ??s pessoas da profundidade, cordialidade, sentido de humor e humildade de Bento XVI. Agora posso dizer: Olhem! , comenta, exultante, Scott Hahn, professor de teologia da Universidade Franciscana de Steubenville (Ohio).
???Um percurso quase sem falha???, diz R. Scott Appleby, professor de história do catolicismo de Notre Dame University. ???Neste contexto ??? o que se esperava dele, as precedentes viagens de João Paulo II ??? Bento superou todas as expectativas???.
???Os discursos e homilias de Bento XVI ??? comenta Cathy Grossman em USA Today ??? tinham em comum várias caracter??sticas: elogio da f?? dos americanos, energia, caridade e coopera????o inter-religiosa, assim como rotundos ataques ao secularismo e ?? atitude dos que querem iludir as verdades eternas e basear a espiritualidade nos ???sentimentos???.
Houve uma satisfa????o generalizada em relação ao modo como o Papa abordou a crise dos abusos sexuais cometidos por sacerdotes, e em particular o seu encontro com cinco vítimas. ???A autenticidade da entrevista, com o Papa a ouvi-los, estreitando as suas m??os, um a um, e rezando com eles, foi impressionante???, como depois confirmariam estas pessoas, assegura Richard John Neuhaus em First Things. Neuhaus v?? aqui um contraste com a atitude defensiva com que a crise foi abordada pelos bispos: ???Sempre que os bispos falavam do esc??ndalo parecia que tinham em mente as consequências legais e financeiras, e dava a impress??o de que estavam a procurar a sua reabilita????o perante o público, falando continuamente do que estavam a fazer para ???proteger as crianças???. E na verdade muito fizeram nos últimos tempos, até ao ponto de que a Igreja católica ?? hoje provavelmente a institui????o mais segura do pa??s para as crianças???.
???No entanto, acrescenta, o que faltou durante estes anos de declara????es públicas foi uma clara manifesta????o do que pertence ao cora????o da Igreja: pecado, arrependimento e a gra??a do perd??o. Esta foi a nota essencial que Bento deu???.
Neuhaus destaca também especialmente o discurso do Papa na ONU. ???A tradicional disposição amistosa da Santa S?? com as organiza????es internacionais, e com a ONU em particular, uniu-se a uma l??cida e poderosa argumenta????o???, para destacar que ???a pretens??o da ONU de ser a protectora dos direitos humanos carecer?? de credibilidade se não houver um firme reconhecimento da dignidade da pessoa humana criada ?? imagem de Deus. F??, raz??o e lei natural foram sublinhadas para afirmar que a Declara????o Universal de Direitos Humanos, assinada h?? sessenta anos, não seria cred??vel se não se baseasse em verdades transcendentes sobre a pessoa humana e o seu destino hist??rico???.

