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O Papa conversa com crianças da primeira comunh??o

 Pontifício
O Papa conversa com crianças da primeira comunh??o

O que originalmente tinha sido planeado como uma iniciativa limitada ?? diocese de Roma, acabou por reunir milhares de meninos e meninas de todas as regi??es italianas e de alguns pa??ses vizinhos. Assim, na tarde de 15 de Outubro, o ambiente da Pra??a de S??o Pedro recordava o das grandes reuni??es de João Paulo II com os jovens. A novidade foi que Bento XVI prescindiu do texto escrito e respondeu ao vivo ??s perguntas sobre a Eucaristia que lhe fizeram as crianças. O encontro, transmitido em directo pelo primeiro canal da RAI, encerrou com uma breve adora????o eucar??stica: alguns minutos, nos quais o surpreendente, desta vez, foi o silêncio.

 

As respostas do Papa ??s seis perguntas das crianças reflectiram, em tom simples e catequ??tico, alguns dos temas tocados no s??nodo, em que participam 252 bispos de todo o mundo. Bento XVI come??ou por recordar a sua própria primeira comunh??o, que teve lugar em 1936. "Fiquei realmente cheio de alegria pelo facto de Jesus ter vindo a mim e compreendia - aos nove anos de idade - que tinha come??ado uma nova etapa da minha vida. Desde ent??o, prometi ao Senhor: quereria estar sempre contigo, mas - sobretudo - Tu tens que estar sempre comigo".

 

Sobre a presen??a real de Cristo na Eucaristia, o Papa disse que "n??s não O vemos, mas existem muitas coisas que não vemos e são essenciais: por exemplo, a nossa intelig??ncia ou a alma, mas existem, porque n??s podemos falar e pensar. Tamb??m não vemos a electricidade, mas apercebemo-nos dos seus efeitos, a luz el??ctrica". Da mesma forma, "também não vemos com os nossos olhos o Senhor ressuscitado, mas vemos que, com Jesus, as pessoas mudam, são melhores, h?? uma maior capacidade de paz e reconcilia????o".

 

Sobre a necessidade da confiss??o, o Papa explicou que não h?? necessidade de se confessar antes de cada Comunh??o, se não se tiverem cometido pecados graves, "mas ?? muito ??til confessar-se com uma certa regularidade para ter uma alma limpa". Apesar de os nossos pecados "serem sempre os mesmos", acrescentou, referindo-se ?? express??o usada por uma menina na sua pergunta (cujo tom quase lhe arrancou uma gargalhada), "n??s também limpamos as nossas casas, pelo menos uma vez por semana, embora o lixo seja sempre o mesmo. Se n??o, corre-se o risco de que talvez não se veja o lixo, mas ele acumula-se. O mesmo acontece com a nossa alma".

 

A missa de Domingo também esteve presente nas perguntas, mas focada da perspectiva das crianças. "Os nossos pais, muitas vezes, não nos acompanham ?? missa, porque eles dormem ao domingo", disse uma pequena atrevida. O Papa pediu-lhe para falar com eles com muito amor e respeito, e dizer-lhes: "Querida m??e, querido pai, sabes que h?? uma coisa muito importante para n??s, também para ti? Encontrar-nos com Jesus".


Os temas do S??nodo

 

Obviamente, as discuss??es das duas primeiras duas semanas na aula do S??nodo foram muito mais complexas do que as refer??ncias feitas pelo Papa ??s crianças. Entre os temas discutidos falou-se, de facto, da missa dominical, da dignidade da liturgia, da centralidade do mistério da Eucaristia na vida da Igreja. E também de situações concretas, que foram as que encontraram maior eco na imprensa: especialmente, a comunh??o dos divorciados que voltaram a casar, o celibato sacerdotal e a celebra????o em comum do sacramento da Eucaristia com outras confiss??es cristãs. Tamb??m não faltaram alguns testemunhos sobre a vida dos cristãos em pa??ses como a Ar??bia Saudita, que não reconhecem a liberdade religiosa.

 

(...)

 

Bento XVI introduziu uma altera????o na estrutura da assembleia: uma hora por dia de debate livre, sem texto previamente escrito, o que deu ?? reunião um dinamismo particular.

 

Se sempre foi dif??cil cobrir informativamente um S??nodo dos Bispos, essa discuss??o livre introduziu uma nova vari??vel. E não apenas pelas parciais restri????es informativas que o rodeiam, motivadas - como se repete periodicamente - pela necessidade de deixar que o debate seja verdadeiramente livre, sem a press??o de que a troca de opini??es se converta no dia seguinte, em títulos dos jornais.

 

O problema também ?? jornal??stico. Como a primeira fase do S??nodo consiste em breves interven????es pessoais, que convergem depois nas propostas mais organizadas, a informação fornecida ?? muito fragmentada. O resultado ?? que falta s??ntese e, sobretudo, o contexto. Do lado da imprensa, ?? costume estimular o debate dentro da Igreja. Mas quando ele existe, a própria imprensa tem dificuldade em apresentar o debate como debate. Normalmente, entende-se como conflito.

 

Essa tendência notou-se particularmente nas tr??s questões mencionadas (divorciados, celibato, inter-comunh??o). Em todo o caso, o confronto que teve lugar na aula sinodal mostra que não h?? temas "tabu". O que ?? mais discut??vel ?? que alguns meios de comunicação se aborre??am, por o S??nodo não aprovar as reformas que eles prop??em.

 

Diego Contreras


Informação sobre a actividade mais recente de Bento XVI:

 

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