O Papa aponta tr??s temas irrenunci??veis para os católicos em política
Bento XVI exp??s estas teses numa audi??ncia a cerca de 500 parlamentares do Partido Popular Europeu, reunidos em Roma no seu congresso.
No seu discurso, o Papa reivindicou o direito das Igrejas a fazer ouvir a sua voz no debate público sobre temas que se referem ?? dignidade humana: "Quando as Igrejas ou comunidades eclesiais interv??m no debate público, manifestando dúvidas ou recordando certos princ??pios, isso não constitui uma forma de intoler??ncia ou uma interfer??ncia porque tais interven????es são unicamente destinadas a iluminar as consciências, permitindo que elas se movam livre e responsavelmente segundo as exigências aut??nticas da justi??a, mesmo quando isso pudesse entrar em conflito com situações de poder e com interesses pessoais".
No caso da Igreja Católica, apontou a necessidade de prestar particular aten????o a tr??s princ??pios que considera "n??o negoci??veis":
- "tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até ?? morte natural";
- "reconhecimento e promo????o da estrutura natural da família, como união entre um homem e uma mulher baseada no matrim??nio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uni??es que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabiliza????o obscurecendo o seu carácter particular e o seu papel social insubstitu??vel";
- "tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos".
Bento XVI esclareceu que estes princ??pios não são verdades de f??, mas estão inscritos na natureza humana. Por conseguinte, " a ac????o da Igreja de os promover não assume um carácter confessional, mas dirige-se a todas as pessoas, prescindindo da sua filia????o religiosa."
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Bento XVI disse aos parlamentares que o apoio "?? heran??a cristã pode contribuir de modo significativo para derrubar aquela cultura t??o difundida na Europa que limita na esfera privada e subjectiva a manifesta????o das próprias convic????es religiosas". Esta atitude "n??o s?? implica o rep??dio do papel público do cristianismo, mas mais em geral, exclui o compromisso com a tradi????o religiosa da Europa".
Para Bento XVI, o compromisso da Uni??o Europeia com os valores desta tradi????o s?? pode enriquec??-la . "Seria um sinal de imaturidade, ou até de debilidade optar por se opor a ela, ou por ignor??-la, em vez de dialogar com ela. Neste contexto, ?? necessário reconhecer uma certa intransig??ncia secularista demonstra ser inimiga da toler??ncia e duma vis??o sadia da laicidade do Estado e da sociedade".
Aceprensa
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