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O S??nodo de ??frica, por estes dias, em Roma

 História da Religião
O S??nodo de ??frica, por estes dias, em Roma

?? também prova dessa vitalidade o facto de que, desde que se realizou a primeira assembleia africana em Abril de 1994, o episcopado do continente (528 bispos) foi renovado quase por completo, e na imensa maioria dos casos com bispos procedentes do clero local. O dado dram??tico ?? que nesse mesmo per??odo de tempo foram assassinados mais de 520 mission??rios, o que indica que a tarefa evangelizadora não decorre sempre em ambiente favorável.

 

A actividade educativa da Igreja Católica em ??frica manifesta-se também nos seus centros de ensino. Segundo dados fornecidos pela Congrega????o para a Educa????o Católica, actualmente a Igreja dirige 12.500 escolas infantis com 1.260.000 crianças, 33.250 escolas b??sicas com 14 milhões de alunos e 10 mil col??gios de ensino secundário com 4 milhões de alunos. H?? também 23 Universidades Católicas com 5 Faculdades de Teologia.

 

"A Igreja em ??frica ao serviço da reconcilia????o, da justi??a e da paz" ?? o tema de fundo sobre o qual estão a trabalhar os 239 padres sinodais presentes em Roma. Na primeira semana do s??nodo, intervieram na aula uns 120, seguindo as linhas do documento preliminar, cuja apresenta????o aos bispos africanos foi o motivo formal da viagem que Bento XVI fez na primavera aos Camar??es e a Angola. Na homilia da missa de abertura, o Papa destacou tr??s pontos fortes com que a cultura africana contribui para o mundo contempor??neo, como "pulm??o espiritual" para uma humanidade que sofre de uma crise de f?? e de esperança. Os pontos assinalados por Bento XVI s??o: o sentido da preponder??ncia de Deus sobre as pessoas e as coisas, o valor do casamento e a riqueza dos filhos.

 

O Papa acrescentou também que existem "duas perigosas patologias" que estão a deteriorar este patrim??nio. A primeira ?? o materialismo pr??tico, ?? mistura com o pensamento relativista e niilista. Trata-se de uma manifesta????o dos "res??duos t??xicos espirituais" que o chamado "Primeiro Mundo" exporta para outros s??tios, numa espécie de novo colonialismo. E o segundo ?? o fundamentalismo religioso, que aparece misturado com interesses políticos e económicos.

 

No dia seguinte, em considera????es não escritas que dirigiu antes do início das sess??es, Bento XVI quis ajudar os participantes a que não esquecessem que ?? o Esp??rito Santo que constr??i a Igreja. "Todas as nossas an??lises do mundo são insuficientes se não formos para esse ponto, se não considerarmos o mundo ?? luz de Deus, se não descobrirmos que na raiz das injusti??as, da corrupção, h?? um cora????o pouco recto, um fechar-se a Deus".

 

A primeira semana de trabalho do s??nodo africano demonstrou que para boa parte da imprensa ocidental, ??frica continua a ser tema de conversa quando se trata da Sida e do preservativo, segundo a rigorosa perspectiva de uma certa mentalidade dominante ocidental. Uma prova desse silêncio quase generalizado foi o pouco eco da den??ncia de D. Fran??ois Xavier Maroy Ruisengo, arcebispo de Bukavu (R.D. do Congo), que anunciou que se via obrigado a abandonar o s??nodo para regressar ao seu paios, onde acabava de ser incendiada uma par??quia, vários sacerdotes tinham sofrido maus tratos e outros tinham sido sequestrados. "A Igreja manteve-se como o ??nico apoio, que se pretende reduzir ao silêncio, de um povo aterrorizado, humilhado, explorado, dominado".

 

Aceprensa