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Thriller

O C??digo da Vinci

 Mistério
The Da Vinci Code
O C??digo da Vinci

 As cr??ticas demolidoras que tem recebido este filme ap??s a sua apresenta????o em Cannes confirmam o que j?? tinham assinalado numerosos cr??ticos e leitores inteligentes com respeito ao propalado best seller de Dan Brown. Primeiro: que ?? um produto comercial de ??nfima qualidade. Segundo: que est?? ferido de falsidades hist??ricas. E terceiro: que se tornam ofensivas e ma??adoras a sua desmedida dessacraliza????o de Jesus Cristo, a sua mistifica????o de Maria Madalena e a sua sataniza????o da Igreja católica.

 

O romance e o filme seguem os passos do ing??nuo simbologista dos Estados Unidos Robert Langdon e da recatada cript??grafa da polícia parisiense Sophie Neveu.

 

Ap??s o misterioso assassinato do conservador do Museu do Louvre - av?? da rapariga -, Robert e Sophie empreendem uma fuga em busca de respostas. Ser-lhes-??o dadas pelo perito historiador ingl??s Sir Leigh Teabing, que os esclarece sobre o culto ancestral da divindade feminina, o matrim??nio entre Jesus Cristo e Maria Madalena - ambos de sangue real - e o demolidor af?? da Igreja católica para ocultar esse facto, deformar a identidade do casal e perseguir os seus descendentes, protegidos ao longo dos tempos pelo Priorado de Si??o, heróico guardi??o da verdadeira identidade do Santo Graal. Uns zelosos polícias franceses e um masoquista monge assassino do Opus Dei perseguir??o este trio de modernos paladinos da liberdade.

 

Certamente, Ron Howard (Willow, Uma mente maravilhosa, Cinderella Man) dosifica melhor a intriga que Dan Brown, e consegue que resultem espectaculares as escassas sequências de ac????o e os fugazes flash-back pseudohist??ricos. Por seu lado, o resto da excelente equipa técnica cumpre com vantagem, especialmente Hans Zimmer, cuja banda sonora sinf??nica sustenta a narrativa até nos momentos mais grotescos, como as sangrentas flagela????es do nudista monge Silas. O grav??ssimo problema ?? que as personagens nunca superam a sua condi????o de t??teres sem alma, movidos daqui para ali pelos r??gidos fios ideológicos de Dan Brown no romance, respeitados e até fortalecidos no filme pelo guionista Akiva Goldsman.

 

Este motor de ac????o coxo, discursivo e entediante usa como combustível um corrosivo preconceito anticristão, umas gotas de ecleticismo, neo-paganismo e gnosticismo New Age - ainda que estas doutrinas excedam tanto o livro como o filme -, uma pitada de feminismo radical - um tanto hip??crita, pois o peso da ac????o est?? a cargo dos homens, e a hero??na ?? uma indolente de primeira ordem - e, sobretudo, um potente dep??sito de ignor??ncia sobre história, religi??o, política e, o que ?? pior, sobre a própria natureza humana. Em fim, os mais graves defeitos do pior cinema de Hollywood.


Jer??nimo Jos?? Mart??n

 

VXD (Viol??ncia, Sexo, Di??logos grosseiros)