Pesquisa

Thriller/Filme de a????o

Ultimato

 Acção
The Bourne Ultimatum
Ultimato

H?? j?? cinco anos atr??s um filme de ac????o não demasiado ambicioso, fazia explodir todas as bilheteiras do mundo, punha Matt Damon na rampa de lan??amento de estrelas e recebia os aplausos da cr??tica, que o classificou como uma interessante renova????o do cinema de espionagem. Tratava-se do filme The Bourne Identity (Identidade Desconhecida). Dois anos mais tarde, a patente não s?? se consolidava, mas dava inclusive um salto qualitativo em The Bourne Supremacy (Supremacia), devido sobretudo ?? trepidante encena????o do brit??nico Paul Greengrass. Agora, com a terceira parte, esta saga e o seu realizador alcan??am a categoria de clássicos do g??nero.

 

Tendo em conta que se trata de um filme de intriga, a melhor sinopse ?? a promocional: ??Em Identidade Desconhecida o protagonista procura descobrir quem era ele mesmo na realidade. A Supremacia mostra a sua vingan??a pelo mal que lhe tinham feito. Neste último Jason Bourne regressa a casa e recorda todo o seu passado??.

 

De novo o gui??o ?? muito mais s??brio, sint??tico e elaborado que os habituais no cinema de ac????o convencional, na saga ultimatumde James Bond, ou nas suas numerosas imita????es. Na ??gil sucess??o de desconcertantes sequências de ac????o e interl??dios intimistas, o gui??o consegue dar vigor aos dramas dos personagens centrais, especialmente de Jason Bourne. Este apresenta-se ansioso por descobrir a sua identidade esquecida, e em luta permanente entre a ??nsia de vingan??a dos que destro??aram a sua vida, e uma incipiente consciência de culpabilidade, que o leva a moderar os seus instintos assass??nios. Apesar desta focagem, o filme, como os anteriores, torna-se muito violento e abusa por vezes de encenamentos aparatosos e montagens fren??ticas, que tiram for??a ?? credibilidade das situações.

 

De qualquer forma, Matt Damon e os restantes actores, sobretudo Stiles, Allen e Strathairn, tomam a s??rio as respectivas personagens e Greengrass dirige-os com m??o firme, sem deixar de a??oitar o espectador com as suas sequências de ac????o violenta. Algumas são antológicas, como o ataque tenso e o consequente derrubamento na esta????o Waterloo de Londres ou a dupla escapadela em Argel, uma e outra decorridas num tempo visual e dram??tico prodigioso, sempre apoiado pela excelente partitura de John Powell.

 

* (V: cenas violentas; D: diálogos grosseiros)