Pesquisa

Fic????o hist??rica/Drama

Elisabeth: A Idade de Ouro

 Drama
Oscares 2008/Melhor Guarda - roupa
Elisabeth: A Idade de Ouro

H?? quase dez anos, em 1998, o realizador indiano Shekhar Kapur (As Quatro Penas Brancas) conseguiu celebrizar-se com Elisabeth, primeiro capítulo de uma trilogia sobre a vida de Isabel I, chamada a rainha virgem. O filme, que come??ou com um modesto percurso comercial, recebeu sete nomea????es a ??scar (obteve o de maquilhagem) e ganhou seis Bafta. Agora, praticamente com a mesma equipa, Kapur exibe Elisabeth: a Idade de Ouro, que aborda a vida da rainha, entre os anos 1585 e 1588.

 

A história gira em torno a dois eixos: a inimizade da Inglaterra protestante de Isabel I com a católica Espanha de Filipe II (que no filme termina no filme com a derrota da Armada invenc??vel em 1588) e a relação de Elisabeth com o sedutor marinheiro ingl??s Sir Walter Raleigh.

 

Tal como no primeiro filme, a encena????o ?? espectacular, embora por vezes tanta exuber??ncia ??? especialmente no aspecto musical ??? quase toca as raias do pretensiosismo. Como na primeira produção, a fita conta também com um elenco de luxo que em muitos momentos consegue realizar praticamente o impossível: dar credibilidade a um gui??o a naufragar tanto como a frota espanhola nas ??guas do Canal da Mancha.

 

A história da crise pessoal de Isabel I ??? dividida entre o sentido do dever e o seu incipiente romance com Raleigh ??? est?? pessimamente contada, descrita aos trope????es, sem estrutura e, por consequência, apresentada de forma bastante inveros??mil.

 

Quanto ao fundo hist??rico do filme, basta dizer que Kapur não teve pejo em afirmar que ??a história depende da interpreta????o e 400 anos d??o para muitas interpretações??. Com este lema agarra-se com for??a ?? vers??o mais cruel da Lenda Negra e apresenta uma vers??o bastante manique??sta, sobretudo na primeira parte do filme.

 

No filme, considerando quem são os seus financiadores, os bons são os ingleses protestantes liderados por uma rainha en??rgica, mas ??ntegra (com uma biografia que d?? para várias lendas muito obscuras). Os maus, os católicos espanh??is, um bando de fan??ticos fundamentalistas e intolerantes, uns b??rbaros (que nem sequer sabem falar, devido ?? extravagante decisão de serem representados por actores brit??nicos que falam um castelhano de turista chegado ?? Costa do Sol), retratados de forma muito grosseira.

 

Neste aspecto, ?? especialmente surpreendente a rid??cula actua????o de Jordi Moli??, na grotesca caricatura de Filipe II exagerada em todas as perspectivas, excepto na de Kapur, que afirmou estar encantado com a interpreta????o do espanhol.